domingo, 7 de agosto de 2011

MUDANÇA INTERIOR




Dava-se nele um fenômeno inteiramente novo, sem precedentes. Não que compreendesse, mas sentia claramente, com toda a intensidade de sua sensibilidade, que não mais podia ter expansões sentimentais como há de pouco, nem de qualquer outra espécie. Nunca, até nesse momento, experimentara sensação tão cruel.


[Dostoiévski, em Crime e Castigo]

INSTINTO DE SOCIABILIDADE




[...] Mas agora, subitamente, sentia a necessidade de conviver. Parecia operar-se nele uma revolução; o instinto de sociabilidade readquirira os seus direitos. Votado todo um mês aos sonhos doentios que a solidão produz, ele estava tão fatigado de seu isolamento, que precisava avistar-se, ainda que fosse só por alguns momentos, com alguém.


[Dostoiévski, em Crime e Castigo]


segunda-feira, 11 de julho de 2011

SOBRE A PERDA DA ESPERANÇA


O coração morre lentamente
Perdendo as esperanças como as folhas
Até que, um dia, não resta nenhuma esperança
Não resta nada.


[Trecho do filme Memórias de uma Gueixa, adaptação do best-seller Memoirs of a Gueisha de Arthur Golden]

SOBRE O VAZIO




Quantos dias eu perdi?
Como posso voltar ao ponto em que comecei?
Estou fora de casa, tentando entrar.
Mas, está trancada e as venezianas estão fechadas.
Eu perdi minha chave.
Não consigo me lembrar de como são os quartos 
Ou onde guardei minhas coisas.
E se eu conseguir entrar...
...Será que um dia conseguirei sair?


[Trecho do filme A Prova, adaptação do texto de David Auburn]

segunda-feira, 27 de junho de 2011

SOBRE A PLENITUDE DA VIDA

- Sêneca dizia: A vida é longa, se é plena.
- Não se engane Sofia. A vida sem plenitude pode ser muito longa também. Longa demais...